quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Conhecimento de causa
No sábado, dia 3, almoçaram na casa de dona Isabel, mãe de Berenice, onde passaram a tarde. Leminski comeu pouco, dando uma ou duas garfadas frouxas. Depois do almoço, deitou-se no sofá da sala, repousando a cabeça no colo da mulher, enquanto entabulava uma conversa com a sogra sobre um assunto pertinente e no qual se considerava um especialista: as drogas. Na condição de vereadora em Tibagi, dona Isabel estava se preparando para participar de um seminário, onde deveria abordar o tema e propor soluções para o problema. Leminski se mostraria interessando, querendo saber o enfoque que ela pretendia apresentar. Diante da explicação de que seriam priorizadas as drogas mais comuns, como a maconha e a cocaína, ele se permitiu sugerir uma mudança de 180 graus no diagnóstico ao direcionar o foco exclusivamente para o álcool. "Uma droga anônima e permitida por lei, a pior de todas", garantia.
Trecho de "O Bandido que sabia Latim", biografia de Paulo Leminski, de Toninho Vaz.
Trecho de "O Bandido que sabia Latim", biografia de Paulo Leminski, de Toninho Vaz.
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