segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Minha opinião sobre as cotas

Acho que cotas são como o bolsa família.

Digamos que exista um plano de médio prazo, 10 anos que seja, que irá promover renda e riqueza entre a população mais pobre do nordeste. Isso é ótimo, excelente. Só que, como as pessoas irão se alimentar e viver por tantos anos até que o plano se desenvolva e dê frutos? Aí entra o bolsa família, que deverá prover minimamente essas pessoas até que tenham condições de se sustentar.

No caso das cotas, a meritocracia deveria ser percentualmente colocada de lado para dar lugar às políticas de inclusão social, sim. Cotas para negros, cotas para baixa renda, cotas para índios. Paralelamente, faz-se uma reforma do ensino público e oportuniza-se o acesso ao ensino fundamental e médio de qualidade para toda criança e adolescente no Brasil. As cotas seriam uma ação temporária, até que o requisito básico da meritocracia, a igualdade de oportunidades, fosse atingida.

Enfim, são paleativos. Pelo menos é assim que deveriam funcionar, não do modo clientelista como se verifica em Lula, que criou um enorme curral eleitoral entre a população mais carente.

Já fui um utópico radical, e era contra as cotas. Hoje sou mais prático e a favor. Porque pra ser um utópico, ainda preciso aprender muitas coisas.

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